Resenhando na Prateleira - Edição Kindle Unlimited # 2: Pecados e Desejos - Nana Pauvolih

Olá Pessoal!

Seguindo como nosso post da Série Kindle Unlimited, mais um livro envolvente e interessante.

PECADOS E DESEJOS - Nana Pauvolih
Ebook Kindle

Uma mulher fria, fechada, sofrendo de estafa. Um escritor erótico, amante de sua irmã. Um encontro que começa mal, com desconfianças, mas acaba virando uma grande paixão. Clarissa vai para a Ilha onde a irmã mora e acaba assumindo seus problemas e se apaixonando loucamente por Raoul Cavallo, ex amante de sua irmã. E o amor nasce entre eles quando menos se espera. Livro extremamente erótico e muito sensível.

Eu confesso que demorei um pouquinho até descobrir essa autora. Afinal, os e-books e leitores já estavam rolando por aí e eu como a boa dinossaura que ainda sou, estava batendo os pezinhos e me recusando a largar do meu paaapeeeelll. Por isso, levei um tempão pra comprar um leitor, ou sequer dar uma espiada básica nas lojas de e-books disponíveis na internet nem que fosse pra ler no PC mesmo.

Então, como descobri Nana, vocês me perguntam?

Ora, graças às super meninas dos grupos de livros que participo, que estavam comentando "horrores" (bons e maus, rs) de um outro livro dela, Redenção de um Cafajeste. Inclusive até hoje eu tenho a primeira edição que comprei, com aquela capa bem "simples", digamos assim... mas eu já estou divagando, isso é coisa pra outro post, rs.

E logo depois de ler esse livro, o que demorou um pouco por causa do tema (não estava "comprando" a história, sabe?), e especialmente logo depois de, finalmente, adquirir o meu Kindle, comecei a ficar curiosa sobre a autora. Quem é Nana? De onde veio Nana? Quais são os outros livros de Nana?

E eu quando fico curiosa, já viu... parto para cima da autora com fúria e começo a ler mais das obras dela. Encontrei alguns OK, alguns nem tanto, alguns de passar raiva, e outros muito bons. E o livro aí acima, Pecados e Desejos, foi um dos "muito bons" com o qual me deparei.

Mas tenho que confessar: quase passei batido por ele. Afinal, a sinopse não empolga muito, não é? Especialmente as palavras "mulher fria" e "ex amante da irmã" que, devido a algumas bombas do mundo literário com as quais tive contato, quando as li já traduzi como "mocinha chata pra dedéu" e "cara safado que come todas e vai tratar essa mocinha aí feito lixo". Essa pequena tradução automática da minha mente quase me fez largar esse daí na lista dos meus "livros que vou ler só dia 30 de fevereiro", rsrsrsrs. 

Além do mais, nessa época, ainda estava meio relutante em ler livros escritos em primeira pessoa. Era uma coisa que me irritava um pouco, pois ver a história da perspectiva de um personagem só, ou alternando com os pontos de vista do mocinho e da mocinha (como no caso desse livro) faz a gente ter a sensação de passar batido em algumas coisas, e muito da história pode se perder. Mas, como praticamente 90% das autoras andava nessa, estava correndo o risco de ficar sem nada pra ler, então resolvi encarar. E também a curiosidade acabou falando mais alto, e assim, lá fui eu ligar meu Kindle e baixar o livro. E aí, de repente, o livro começa a ficar interessante... intrigante... emocionante... e lá pelo meio já estava torcendo e querendo mais e mais páginas.

Bem, mas vamos a história: Clarissa é uma médica muito dedicada ao seu trabalho, mas como pessoa é travada, bitolada e ultimamente, muitíssimo estressada, ao ponto de chegar quase a uma estafa. Isso a fez não pensar tanto antes de aceita a proposta da irmã Jaqueline, "a bisca", de ir passar um tempo com ela na fazenda e dar uma mãozinha com o filho dela, Bernardo. A irmã é casada com um homem muito mais velho que está muitíssimo doente, quase passando dessa pra uma melhor. E na verdade, nem era isso que estava estressando a egoísta da irmã, mas sim o fato do amante ter terminado tudo com ela. Então, Clarissa como boa irmã (só que não) que sempre foi, arruma as trouxas e #partiu fazenda da irmã. Chegando lá, quando está passeando com o sobrinho, ela conhece o suposto cafa, Raoul Cavallo (aliás, que nome é esse hein Nana???), um homem descrito como lindo, tesão, bonito, gostosão e rico (é um escritor famoso até no exterior), que mora sozinho e adora curtir a vida daquele jeito que vocês devem imaginar. E então a partir daí, o envolvimento entre Clarissa e Raoul vai acontecendo e várias coisas sobre a vida de ambos nos são reveladas, e aí é que a gente começa a perceber que nada nem ninguém realmente é o que parece.

Essa uma história típica de patinho feio às sombra da irmã cisne: Clarissa sempre se achou feia, desajeitada, desproporcional, frígida, sem graça... enfim, ela conseguia achar vários defeitos em si mesma e sempre se colocava pra baixo. E sempre viveu a sombra da irmã Jaqueline, que era aos seus olhos a mais bonita, a mais maravilhosa, a mais sensual, a mais interessante. 

E o que dizer da bisca, digo, da irmã da mocinha, a Jaqueline? Affff, sem palavras pra descrever o caráter podre dessa mulher. Se achava última bolacha do pacote, por isso foi se tornando uma pessoa insensível egoísta, mesquinha, safada, mal caráter. Podia falar mais "elogios" sobre essa zinha aí, mas melhor parar por aqui, rsrsrs. Pois ela estava tendo um caso com o tal Raoul enquanto o marido estava morrendo, enfiado numa cama no quarto da fazenda, sem nem ter noção do que estava acontecendo. Aliás, a mocinha acabou sentindo uma mistura de desprezo e desejo por ele, graças a irmã piri, que contava sobre todos os encontros quentes que tinha com ele, nos mínimos detalhes. Sabe, aquele detalhes gráficos? Pois é, rs. 

Isso sem contar no modo como ela tratava o coitado do filho, Bernardo, que me pareceu mais uma miniatura de adulto do que uma criança, rs. Tanto é que o guri tem uma participação surpreendente no término do caso da mãe e do Raoul, que não vou contar aqui pra não estragar a surpresa. E para mascarar a dor de ver o pai morrendo e aguentar o desprezo e a forma baixa como é tratado pela mãe, ele desconta as emoções na comida, acabando por ficar gordo. O que cria mais uma arma para o bullying implacável que sofre da própria mãe.

Bem, e quanto Raoul? Olha... no começo eu já estava detestando esse cara sem ele nem ter aparecido em cena. O quadro que a autora tinha pintado desde a sinopse não tinha sido dos mais favoráveis para ele e já comecei a leitura com os dois pés atrás e preparada pra dar uma voadora nesse livro, se esse personagem viesse com aquela palhaçada de "sou cafa por causa de fantasmas do passado". Mas, ao longo do livro o Raoul vai se mostrando, e vamos vendo que de cafa ele não tem tanto. Especialmente quando começa a se envolver com Clarissa, então vamos conhecendo um pouco da sua história e de alguns segredos do seu passado, que vão nos fazendo entender o porquê ele viver naquela cidade isolada, a razão pela qual ele preferir se enroscar com uma e outra por aí sem de fato envolver com ninguém... além de ter visto a razão dele ter terminado o caso com a Jaqueline, só isso já rendeu alguns pontinhos extras no meu conceito, rs. E depois, quando terminei de ver todas as respostas desses porquês aí de cima também, eu acabei me emocionando com ele, curtindo o cara e torcendo por ele.

Esse envolvimento acaba modificando não só o mocinho como também a mocinha. Clarissa, que no começo do livro se mostrava sem graça, sem atrativos, e completamente insegura quanto a suas qualidades e feminilidade, acaba crescendo e desabrochando ao longo do livro, se transformando em uma mulher mais forte, mais decidida, disposta a lutar por aquilo que quer e por aqueles que ama, nem que pra isso tenha que enfrentar até a jararaca da irmã. E acabamos entendendo também o que forjou o seu jeito de ser, pois ela também tinha alguns segredos em seu passado.

E sim, tem muitas cenas calientes no livro, do tipo ficar imaginando se dá mesmo pra fazer aquelas posições, rs. Motivo, aliás, que me faz querer perguntar pra autora se os mocinhos dela são todos adeptos da catuaba com amendoim, porque benzadeus!!!! É um negócio de dar duas, três, quatro, sem nem parar pra respirar que vou te contar! E Raoul não é uma exceção a essa regra, afinal com esse sobrenome, nem poderia, não é? rs. Além do mais, todos os mocinhos da Nana tem uma tara especial que, bem... as fãs dos livros da autora vão saber do que estou falando, rsrsrs.

E exatamente por isso, apesar de gostar da coisa, achei as cenas de sexo um pouco exageradas. A gente não consegue imaginar um homem com uma potência dessas, pelamor! rs. Mas, no final das contas, isso não me incomodou tanto, pois o livro acaba tendo conteúdo que compensa alguns exageros e posições meio esquisitas.

E uma das coisas que eu gostei neste livro e, em geral nos livros da Nana, é a forma como ela conta o que se resultou da história. Ao invés de fazer um epílogo simples, pequeno e rápido, contando como os personagens estão no momento, ela faz um epílogo bem elaborado, com muitas passagens de tempo, mostrando como a vida deles está seguindo, os resultados bons de uns e ruins de outros. E creio que ao mesmo tempo em que isso é um ponto positivo para alguns leitores (como eu aqui, rs), por vezes acaba sendo um ponto negativo para outros, pois algumas pessoas podem achar que tem muita coisa acontecendo, muita passagem de tempo, muita história rolando... e acabar achando isso meio chato e massante. Afinal, os conflitos já foram resolvidos e já não tem mais nada pra desatar. 

Para mim, isso não atrapalhou, ao contrário só veio a trazer mais riqueza pra história. E mesmo sabendo que é um romance que tem "final feliz", eu não achava que o desenrolar da história seria da forma como ocorreu, nem que teria um epílogo tão bonito e muito, muito tocante. 

Enfim, recomendo muito a leitura a todos. É uma história legal, bonita, hot, tocante, que engana no começo, especialmente se você se apega somente na sinopse, mas que aos poucos vai nos prendendo e nos cativando. 

E além de estar disponível no KU, pra quem não tem, o livro também está disponível para compra por um precinho bem pequeno.

Beijos e até,

Gisele

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